segunda-feira, 26 de maio de 2008

Faleceu o Gil, Caboverdiano, há anos em Esposende

No passado dia 21 de Maio/08, pelas 02H25, os Bombeiros Voluntários de Esposende receberam um pedido de socorro: corpo inanimado encontrado na berma da estrada entre a Solidal e o super mercado Modelo.

Desconhecendo-se as causas do que aparentava tratar-se de acidente de viação, o corpo foi transportado para o Hospital de Esposende, enquanto a ocorrência era comunicada ao Posto da GNR local, conhecendo-se, então a identidade: Gil Tavares, 54 anos de idade, natural de Cabo Verde, sem profissão, esteve largos anos ao cuidado da Família Barreira, desta cidade.

O Gil, cerca de 1972/73, chegou a Esposende num grupo de jovens caboverdianos com a intenção de encontrar, em Portugal, uma vida melhor e, foi o Restaurante de Ofir que acolheu este e outros naturais da nossa antiga colónia africana, onde foi tratado, recebendo alguns conhecimentos e trabalho segundo sua capacidade, chegou a barman, deu um bom profissional.

A vida, todavia, não o bafejou como gostaria, valendo-lhe a família Barreira, desta cidade. Contudo, andou sem trabalho até que foi encontrado inanimado na berma da estrada, conduzido para o Hospital de Esposende, posteriormente, a Viana do Castelo para autópsia. Em Esposende, apesar de todos os infortúnios e azares na vida, durante os dois últimos anos, teve exéquias de cristão, esmerando o Pároco, P.e Delfim Fernandes, que lamentou o infortúnio deste africano, figura já popular na cidade, tendo-lhe valido a família esposendense e as preces do Senhor Reitor de Esposende, que encomendou esta alma a Deus Nosso Senhor.

Artur L. Costa

domingo, 25 de maio de 2008

HOMENAGEM A Dr. AGOSTINHO REIS

Abre 4ª edição de Fórum da Educação, em Esposende

Por : Artur L. Costa

Teve início, conforme anunciado, a 4ª edição do Forum Educação/08, nas instalações da Casa da Juventude, Esposende e que se vai prolongar até ao dia 7 de Junho próximo, com um vasto programa e de temas sobre Educação.

Coube à Vereadora da Cultura, Dr.ª Emília Vilarinho, que assumiu a orientação dos trabalhos, tendo justificado a ausência de João Cepa e do Dr. Couto dos Santos, respectivamente, Presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. E, conforme programa previsto, deu-se início à alocução sobre a vida e a obra o Dr. Agostinho da Rua Reis, o último Director do Externato Infante de Sagres, sendo fundadores: Prof. Álvaro Abreu Almeida Carvalhal e o Dr. Mário Tavarela Lobo, que foi Notário de Esposende, com o Dr. Antero Reis Gomes.

Nesta primeira parte da sessão de abertura, o Prof. Joaquim Peixoto, que foi aluno externo do Colégio Infante de Sagres e, do qual não se poderá dissociar o Dr. Alceu Maria Vinha dos Santos enquanto seu protector, esclareceu que, em representação de antigos alunos, organizou a homenagem, tendo de encetar vários contactos e reuniões para o efeito, com o apoio da autarquia e da Câmara Municipal de Esposende.

O Dr. Agostinho da Rua Reis, consta no seu vasto currículo, chegou a Esposende acompanhado de Luís Fernandes Figueiredo e de José Rodrigues Fernandes, com a intenção de estudar a situação do Colégio Infante de Sagres, depois do falecimento de Álvaro Carvalhal, em 16 de Agosto de 1950. Era intenção, segundo se apurou, adquirir o Colégios, porque as condições eram as mais indicadas e favoráveis para se dar uma outra dinâmica ao Ensino em Esposende. É por isso que, em 20 de Agosto de 1952, depois de ter adquirido todas as acções, assume a propriedade da sociedade proprietária do Colégio, autorizada por despacho de 5 de Setembro de 1952, com transferência para o Largo Tomás de Miranda evido à precaridade das instalações Casa do Arco, com lotação para 77 alunos, estatuto de Ensino Particular, com frequência do segundo ciclo dos Liceus; por despacho ministerial de 28 de Maio de 1953, o Dr. Agostinho da Rua Reis “foi autorizado a exercer as funções de Director, por substituição da Dr.ª Mariberta Carvalhal Garcia.

A partir desta “operação”, tudo se alterou no Ensino no Concelho de Esposende, foi sempre a crescer pois o proprietário e fundadores da Sociedade Carvalhal e Tavarela Ldª, com sede na rua 15 de Agosto, mudou de mãos definitivamente e, todos os adjectivos do léxico português seriam, então, incapazes de identificar e qualificar o Dr. Agostinho da Rua Reis. No entanto, esta homenagem decorreu à medida da organização com palavras já gastas do uso e, bem assim as que foram dirigidas à esposa do homenageado. Estamos pois, á vontade, para dar a conhecer,(em oportunidade próxima) mais profundamente o casal e, também, o Homem, O Professor e o Amigo de longa data, sem esquecer o episódio, que o tempo nunca mais apagará, quando o Dr. Reis, empunhando uma palmatória novinha, luzidia e brilhante por falta de uso, de bom eucalipto maciço, “acalentou” as mãos jovens de meninas e de turma e de matolões inocentes. Santo Deus! Escapou um deles… Foi o bastante para se conseguirem resultados e o bom nome do Colégio Infante de Sagres, de Esposende.

Seguiu-se, conforme o previsto, a apresentação do Forum Educação, em 4ª edição, com um vasto programa que terá continuidade até 7 de Junho próximo e cuja divulgação já fora dado conhecer ao público, através dos vários meios de comunicação e que, vieram a ser distribuídos em profusão. Contudo, a Vereadora Drª Emília Vilarinho responsável pelo programa, através de projecções, deu um rápida visão do que vai acontecer neste período de tempo. A chuva, entretanto, empalideceu o ambiente e os céus, o que dificultava a última parte da programação: junto á Escola Secundária, que o Estado mandou construir para o Concelho de Esposende, era o descerramento do bloco e a placa com os dizeres: Praceta Dr. Agostinho da Rua Reis. A comoção do homenageado foi grande, mas viu à sua volta os amigos de sempre que aguentaram firmes, o final da cerimónia.

terça-feira, 20 de maio de 2008

PORTO DE PESCA DE ESPOSENDE : PROMESSA CENTENÁRIA DOS POLÍTICOS


Incentivar parcerias com os concelhos do Cávado – Esposende, Barcelos e Braga

O Clube Rotário de Esposende, em reunião festiva no Hotel Nélia a 16 de Maio/2008 debateu a inesquecível promessa de melhorias na barra do rio Cávado, e a conclusão, é : sem o canal para trânsito de embarcações de 12 metros, com a necessária segurança, a classe piscatória, em breve desaparece, como já o foi, na construção naval. O assoreamento do rio é a realidade.

Numa antevisão do texto sobre a palestra do Eng.º Oliveira Martins, “a vedeta” da noite, depois de ser informado sobre o anunciado programa Polis, de 90 milhões de euros, para requalificação da frente marítima entre Apúlia(Esposende), restinga de Ofir, S. Bartolomeu, até Caminha, , que o terá surpreendido, respondeu-nos: “Saí do Governo em 1991, depois de ter passado por funções de muita responsabilidade em várias matérias relacionadas com obras púiblicas e portos, entre outras, das quais guardo, de Esposende, um conjunto de peças e gráficos sobre esta obra; aliás, foram dois mandatos no Governo. Desconheço o que se passa, mas a certeza é : não se deve deixar de insistir e de pressionar sobre as obras. Todavia, diria ainda: “é de ter em atenção que o local onde existe boa qualidade de peixe em quantidade, leva a dizer: sim ou não, alterar este meio, onde abunda o peixe” !

A reunião seguiu as tradicionais cerimónias e, depois da apresentação do palestrante, João Maria de Oliveira Martins, Eng.º de obras públicas e Comunicações, citou datas sobre os últimos acontecimentos e contactos, referiu o Eng.º Sá e Cunha, quando no Conselho da Revolução e da tentativa de mudar o rumo ao destino de Esposende e consequente melhoria das condições do trânsito na barra do Cávado, por alturas de Julho de 2006; conclui-se pela reconstituição da restinga, sem riscos devido ao assoreamento e o seu desaparecimento, situação que prejudica, grandemente, o viveiro do melhor peixe do nosso mar. Aliás, é sabido, no Foral de Vila para Esposende, D. Sebastião, em 1572, sabia que o Mar seria o seu futuro.

O palestrante, sobre o estado do rio Cávado, assegurou que é desconhecida a força que rasgou a barra tão longe de Esposende. É que D. Maria II escolheu o Engº Custódio Vilas Boas, técnico competente para encanar o rio para permitir o trânsito de embarcações até ao mar, que as invasões francesas, entretanto, abortaram, com o brutal assassinato deste técnico e oficial de Engenharia. Mas, por 1899, o Engº Loureiro, que era da nossa região, foi encarregado da obra, relatório, disse, “está na minha posse. Mas foi de encontro às indicações do Eng. Manuel Barros, com resultados, disse, a serem condizentes. De resto, nenhuma obra se fez com o Cais Bilhano, recorda o naufrágio de Outubro de 1888 e de morte brutal de 24 pescadores dos 25 a bordo. A Rainha, depois de saber da miséria dessas famílias, interrompeu a campanha às vítimas do grande incêndio do Teatro Baquet, do Porto, porque a situação de Esposende era muito mais grave. Este episódio mereceu um poema de João do Minho. João Amândio transformou em homenagem póstuma, como monumento.

Passados 16 anos, depois desta toada de passos dados sem obra feita com segurança pois, bastaria o canal de 30 metros pelo mar dentro, para facilitar a navegação, isto por volta de 1985, porque na função de Secretário de Estado, com o IV Plano de fomento, de que foi autor o Dr. Mota Campos, a revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974 abortou o projecto e lá se foi mais esta oportunidade. Porém, em 1989/91, a sul, o estudo do actual molhe, em fundos arenosos, teria de ser construído; porém, passados 16 anos, na Casa do Arco, o Professor Gaspar deu conta da solução. Tudo por fazer, os pescadores, em fase de extinção, devem manter a luta. VAMOS POIS A ISSO!

No momento do presidente, Adelino Marques, homenageou os pescadores do Concelho de Esposende nas pessoas de Augusto Silva e André Cardoso, “os seguidores dos ideais de D. Sebastião ditadas no Foral de Esposende”, com entrega de medalhas de Mérito, enquanto o Engº Oliveira Martins recebeu o Medalhão do Clube Rotário.

Porque o ano de mandato está prestes a encerrar, o presidente Adelino Marque entregou a medalha do Clube aos associados companheiros : Losa Capitão, Jorge Pereira e à Dr.ª Susana, pelos serviços prestados.

A concluir, sabe-se que passam pela barra do Cávado 4.200 embarcações, mas não permite o trânsito de embarcações de 12 metros. Presentes à reunião, representantes dos Clube de Esposende, Braga e Barcelos e entidades que habitualmente acompanham as actividades do Clube Rotário.

Artur L. Costa, Esposende

colaboração com o "FALCÃO DO MINHO"

quarta-feira, 14 de maio de 2008

REQUALIFICAÇÃO DAS PRAIAS DE ESPOSENDE, DESDE APÚLIA ATÉ S. BARTOLOMEU - TORRES DE Ofir e a Restinga estão no lote das obras – 10 Milhões de euros

A notícia publicada hoje, 2008/05/14, no JN(Porto), trouxe nova viragem e reforçada promessa de requalificação do nosso litoral, desde Apúlia (Cedovém e Pedrinhas), até S. Bartolomeu, além da restinga, motivo de desespero e ansiedade de autarcas e pescadores.

Os custos desta importante obra de recuperação do nosso litoral, deixando em sossego as torres, atingem os 90 milhões de euros, embora o arranque anunciado seja para Setembro próximo(?) E, segundo a notícia, a restinga, dita de Ofir, é a barra do Cávado, com influência, julga-se, nas praias de Apúlia.

Face à recente notícia do Jornal de Notícias, o “arturlopescosta.Blogspot.com” recentemente editado, fica em fase de expectativa, até que se iniciem as obras programadas, pois as promessas feitas em Maio de 2000, já tiveram um longo e demasiado compasso de espera, de oito anos.

Seja levado em conta, “além da valorização de praias e frentes ribeirinhas, o programa contempla a requalificação do património (como fortes e torres de vigia), assim como de núcleos urbanos tradicionalmente ligados à pesca”.

Artur L. Costa, Esposende

sábado, 10 de maio de 2008

OBRAS NA BARRA DE ESPOSENDE...

OBRAS NA BARRA DE ESPOSENDE AINDA ESTE ANO (2000)
Por: Artur L. Costa
NOTICIA BOMBÁSTICA ANUNCIADA EM 30 DE ABRIL DE 2000, EM “voz de marinhas”
PERANTE AUTARCAS, GOVERNADOR CIVIL DE BRAGA, PESCADORES E PERANTE O POVO QUE OS TERÁ ACLAMADO…

PASSADOS QUATRO ANOS DEU ENTRADA NA SEDE DA ÁREA DE PAISAGEM PROTEGIDA DE ESPOSENDE TRÊS ESTUDOS ALTERNATIVOS PARA INÍCIO DAS OBRAS, CONFORME NOTICIA PUBLICADA EM “JORNAL DE ESPOSENDE” SEDIADO NA PÓVOA DE VARZIM.
NO ANO DA GRAÇA DE 2008, MAIO DESTE ANO, QU´É DAS OBRAS?
QUEM TEVE ESSA VELEIDADE ESTAVA EM CONDIÇÕES DE O ANUNCIAR E TINHA AUTORIDADE PARA O FAZER. Veja-se, atentamente, o ar de riso dos autarcas presentes à cerimónia.
OS POLÍTICOS SÃO UNS EXAGERADOS, NESTE CASO CONCRETO, PORQUE OITO ANOS DEPOIS, TUDO COMO DANTES: ENTÃO E AS OBRAS PROMETIDAS? Que Porto de Mar de Esposende?
Quem assume o compromisso? A gravura documenta o grande acontecimento, e os risos, proféticos são o testemunho…